Mulheres guerreiras que são Laufeys da vida real - e deixaram uma marca única na história!




O protagonismo das mulheres - seja nos games ou na vida real - não é algo inédito, recente ou mesmo inesperado. Ao longo da história, tivemos figuras femininas de extrema importância e relevância, que lutaram em momentos cruciais pelo mundo onde viveram e por seus semelhantes. Vamos conhecer algumas delas?

Nota: este texto foi escrito por Ingrid Jakubiak - do Arklay's Library.


BRUXAS DA NOITE (NACHTHEXEN)
– 1942-1945 –


Este apelido foi dado pelos n4zist4s às aviadoras do 588° Regimento de Bombardeiros Noturnos da União Soviética, durante a Segunda Guerra Mundial. Formado somente por mulheres até o fim da guerra, sua especialidade era se aproximar de seus alvos com o motor desligado e planar baixo apenas com o barulho do vento, que os alemães comparavam com vassouras de bruxas. Os ataques-surpresa das aviadoras destruíam suprimentos e os holofotes que podiam rastreá-las para contra-ataque, aterrorizando os nazistas.


MARIA QUITÉRIA
– 1792-1853 –


Nascida na Bahia, em 1792, Maria Quitéria disfarçou-se de homem para se alistar no Batalhão dos Periquitos, durante a Guerra de Independência do Brasil. Embora seus retratos a mostrem fardada, é muito provável que ela tenha lutado sem grandes equipamentos, assim como seus colegas homens, em geral muito pobres. Ao fim da Independência, Maria Quitéria foi ao Rio de Janeiro apresentar-se a Dom Pedro I, que a condecorou e deu-lhe o título de cadete.


KHUTULUN
– 1260-1306 –


Foi uma princesa guerreira mongol da dinastia Ogedai. Ela lutou em vários combates na Ásia Central e era considerada muito valorosa e forte por seus contemporâneos. Ela era tão surpreendente que até surgiu uma lenda de que ela só se casaria com o homem que a vencesse no combate corpo a corpo - caso contrário, ela ficaria com os cavalos do adversário derrotado. Nessa brincadeira, ela teria conseguido mais de 10 mil cavalos.


AHOSI/MINO (AMAZONAS DE DAOMÉ)
– 17??-1892 –


Assim como cargos políticos importantes, o exército era ocupado pelas mulheres em pé de igualdade com os homens no Reino de Daomé, atual Benim. O nome "Amazonas de Daomé" veio do ocidente, pois entre o povo Fon elas eram chamadas de Ahosi (esposas do rei) ou Mino (mães). Elas recebiam um treinamento tão intenso quanto os homens e eram tão temidas quanto eles. As Ahosi chegaram a ser mais de 8 mil, e só deixaram de existir enquanto unidade militar devido a derrotas causadas pelos colonizadores franceses. Foram inspiração para as Dora Milaje de Pantera Negra.


MARIA FELIPA
– ????-1873 –


Marisqueira originária da da Ilha de Itaparica, na Bahia, Maria Felipa liderou a resistência da ilha contra os portugueses durante a Guerra de Independência do Brasil (1821–1824). Sob seu comando, os baianos e baianas teriam causado perdas bastante significativas aos portugueses, inclusive com alguns navios queimados. Apesar de não haver registros escritos sobre ela, a memória de Maria Felipa foi guardada pela tradição oral baiana.


JOANA D'ARC
– 1412-1431 –


Uma das mulheres guerreiras mais conhecidas da história ocidental, Joana D’Arc nasceu camponesa e chamou a atenção por dizer que recebia visões divinas que a instruíram a se juntar ao exército francês na Guerra dos Cem Anos (1337–1453) contra a Inglaterra. Com Joana no front, participando ativamente das decisões de combate, a França venceu diversas batalhas. Apesar de sua morte precoce após ser capturada por simpatizantes dos ingleses, Joana é até hoje considerada uma heroína francesa e foi até mesmo canonizada pela Igreja Católica Romana.


Considerações finais

Há inúmeros registros de trajetórias ricas, de sobrevivência e luta, que pavimentaram o caminho para o mundo de hoje, mas as marcas deixadas pelas mulheres em diferentes partes da história não ficam apenas num passado distante.

Deborah Ann Woll será a responsável por dar vida à Laufey, a Justa - primeira protagonista feminina de uma franquia que até então teve apenas Kratos no papel principal & personagem que não apenas lutava com fervor para defender a quem amava e preservar o equilíbrio nos reinos, mas também foi fio condutor para toda a jornada de Kratos e Atreus. Além de esposa e mãe, ela era alguém por si só: uma líder inspiradora. A simples menção de seu nome era suficiente para motivar muitas pessoas a viver e lutar.


Mas também olhe ao seu redor, e observe com atenção. Mães, irmãs, amigas, professoras, cuidadoras e tantas outras. Nem toda luta se torna grandiosa ou conhecida.

Quais mulheres você admira, nos livros de história ou fora deles? Quais mulheres te inspiram? Que a reflexão fique - todos temos figuras femininas importantes em nossas vidas, que nos moldaram ou inspiraram de alguma forma.


*Por Ingrid Jakubiak (Arklay's Library)

Ingrid Jakubiak, Bacharela e Licenciada em História pela Universidade Federal do Paraná


**Co-autoria de Luisa Borges

Referências:
  • https://www.nationalww2museum.org/war/articles/night-witches-soviet-women-pilots-who-terrified-nazi-soldiers
  • https://g1.globo.com/bahia/independencia-da-bahia/noticia/2015/06/historiador-destaca-acao-de-mulheres-na-independencia-do-brasil-na-bahia.html Acesso em: 13 jun. 2026.
  • https://revistapesquisa.fapesp.br/uma-guerra-na-bahia/
  • https://na-journal.ru/7-2023-filologiya-lingvistika/5968-the-oriental-princess-who-came-from-the-west-the-prototype-evolution-and-cross-cultural-transformation Acesso em 10 jun. 2026.
  • https://www.cambridge.org/core/journals/history-in-africa/article/abs/on-the-origins-of-the-amazons-of-dahomey/9E0805FF8756B6E4D59F05FCADA1D436
  • https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62353785 Acesso em 10 jun. 2026.
  • https://www.revistas.uneb.br/nhipe/article/view/19130/12999 Acesso em 13 jun. 2026.
  • https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-14012013-105821/publico/2012_FlaviaAparecidaAmaral.pdf